Faixa de renda no MCMV: como descobrir a sua antes de visitar o apartamento
Renda bruta ou líquida? Soma com o cônjuge? O que entra na conta e por que vale simular antes de se apaixonar por uma planta.
Quase toda conversa sobre o Minha Casa Minha Vida começa pela mesma pergunta: "em qual faixa eu entro?". A resposta depende de um cálculo simples, mas com detalhes que mudam o resultado.
Renda bruta, não líquida
O programa considera a renda bruta familiar — o valor antes dos descontos de INSS, imposto de renda e vale-transporte. É comum a família se subestimar olhando o valor que cai na conta e descobrir depois que está numa faixa acima.
O que entra na soma
- Salário de carteira assinada, incluindo adicionais fixos.
- Pró-labore e retiradas regulares, no caso de quem tem empresa.
- Renda comprovável de autônomos, pela média dos últimos meses.
- Aposentadoria e pensão.
Não entram valores eventuais como 13º salário, férias e horas extras não habituais. Benefícios assistenciais têm tratamento próprio — confirme com o banco.
Compor renda com alguém
Duas pessoas podem somar renda no mesmo financiamento, e não precisam ser casadas: irmãos, pais e filhos, ou companheiros em união estável. A soma aumenta a capacidade de pagamento, mas também move a família de faixa — e faixa mais alta significa menos subsídio. Vale simular nos dois cenários antes de decidir.
Compor renda não é automaticamente melhor. Às vezes o financiamento sozinho, numa faixa com mais subsídio, sai mais barato no total.
Por que simular antes de visitar
A simulação define três coisas de uma vez: o valor de imóvel que cabe no seu orçamento, o subsídio a que você tem direito e a parcela que vai caber no mês. Com esses três números na mão, a visita ao empreendimento deixa de ser um passeio e vira uma decisão.
Nossa equipe faz essa simulação sem compromisso e sem custo, e ela vale para qualquer empreendimento — inclusive os que não são nossos.